Voltar

Balanço Gamístico 2012

Em Jogos | 10/01/2013 09:00
Balanço Gamístico 2012Personagens de games de 2012. Ou não.

2012, o ano em que o mundo acabaria, (mais uma vez) passou incólume das previsões milenares. Porém o mercado de games, que mantinha um crescimento mundial sem igual nos últimos anos, ainda que não tenha sofrido o destino que muitos esperavam para a Universo e Tudo o Mais em 21/12, não conseguiu se sustentar diante de suas previsões mais otimistas.

Mesmo em ano de lançamento de novos consoles, a venda de hardware e software mostrou queda a cada mês no exterior. Nem o aguardado Wii U, lançado no tão profícuo período natalino, conseguiu alavancar as vendas e superar os números de anos anteriores. Grandes empresas como THQ e a toda poderosa dos jogos sociais Zynga também não escaparam da crise que permeia sorrateiramente o mercado internacional de games.

Porém no Brasil o cenário não poderia ser melhor. Com preços cada vez mais justos (sem trocadilhos), o mercado nacional de games tem se mostrado em plena expansão, atraindo investimentos e atenção das grandes empresas internacionais.

2012 foi também o ano das terceiras continuações. Mass Effect 3, Max Payne 3 e Assassins Creed 3 galgaram horas e horas de jogatinas nos lares gamers mundo à fora, provando mais uma vez que as grandes empresas preferem se manter em seu porto seguro de franquias consagradas a investir em novas IPs.

Mas se no mercado AAA a criatividade parece estagnada, são nas pequenas empresas muitas vezes de um homem só que a liberdade criativa segue crescente. Títulos como Journey, FTL e Fez atestam que nem só de produções multimilionárias vive o mundo dos jogos, havendo espaço para produções de todos os tamanhos, para as mais diversas plataformas, para diferentes tipos de jogadores.

Os Top 10

Como de praxe, gosto de alertar o leitor que minhas listas de top games do ano tendem a ser um tanto diferentes. Isso porque não costumo considerar apenas jogos lançados no ano para compô-las, mas sim jogos jogados ao longo das pouco mais de três centenas de dias que se passaram. Logo, não ache estranho se algum jogo mais antiguinho (tipo 2006) aparecer mais abaixo!

1. Journey (PS3)

Journey

Poeticamente sublime em seu visual arrebatador e em sua temática de autoconhecimento sem palavras, Journey é um exemplo jogável de como um game pode ir além do entretenimento.

2. Borderlands 2 (PS3)

Borderlands 2

Continuação cooperativa mais esperada por mim desde que comecei a jogar com minha namorada, é tudo que o Borderlands original foi e além: gameplay ainda mais preciso, direção de arte superiormente mais bacana, uma quantidade nominalmente mais infinita de armas, personagens cativantemente ainda mais divertidos e um final vergonhosamente mais curto. Isso sem contar a alta qualidade das gigantescas DLCs, praticamente novos jogos dentro do mesmo jogo.

3. Dreamfall: The Longest Journey (PC)

Dreamfall

Ainda que seja um título de 2006 com um sistema de batalha muito, mas muito quebrado, a fantástica história e a estupenda ambientação mantiveram-me vidrado por horas diante do PC, mostrando que mesmo uma jogabilidade duvidosa pode gerar bons jogos.

4. Gravity Rush (PS Vita)

Gravity Rush

Grata surpresa do pequeno notável da Sony, Gravity Rush tem uma divertida jogabilidade de manipulação gravitacional com belíssimos gráficos cartunescos, suplantando assim sua confusa (e ainda assim divertida) trama de mutantes misteriosos e animais antigravitacionais.

5. Mass Effect 3 (Xbox 360)

Mass Effect 3

Jogo mais esperado por mim em 2012, conseguiu superar certas expectativas e contrariar outras. Se de um lado o gameplay buscou referências no excelente título de estreia de 2007, o final apressado foi contra toda a liberdade de escolhas pela qual a franquia se consagrou. Ainda assim, Mass Effect 3 é um maravilhoso jogo - e eu particularmente preferi o final original de poucas explicações e muitas interpretações.

6. Fez (Xbox 360)

Fez

Ainda que com incontáveis atrasos e anos em produção, a obra máxima de manipulação dimensional de Phil Fish é um dos mais fantásticos jogos de plataforma que já tive a oportunidade de jogar.

7. Resident Evil: Revelations (3DS)

Revelations

Tenso como um bom Resident Evil deve ser, Revelations traz o gameplay do controverso RE5 com roupagem dos títulos clássicos em um survival horror como há muito não se via no mercado de games.

8. Papo & Yo (PS3)

Papo & Yo

Uma das grandes revelações do PlayStation 3, Papa & Yo é um belo e surreal jogo de aventura que tem como pano de fundo uma típica favela sulamericana. Apresentando uma trama densa em um gameplay por vezes problemático, o título da novata Minority é um daqueles jogos do tipo ame ou odeie. No meu caso, eu amei.

9. Xenoblade Chronicles (Wii)

Xenoblade

Fabuloso JRPG que com certeza não está na plataforma merecida, tem em seu cerne todos os elementos que compõem as grandes produções japonesas de outrora: longas histórias repletas de conflitos, trocentos personagens com nomes impronunciáveis, complexos sistemas de evolução, jogabilidade envolvente composta por muitos menus e outras tantas opções (que só funciona bem SEM o Wiimote) e... muito grinding. Em suma, um título imperdível aos fãs de JRPGs e RPGs em geral.

10. Plague Inc. (iOS)

Plague Inc.

Curioso jogo de estratégia no qual você deve aniquilar toda a humanidade através de uma praga, evoluindo seus atributos mortais e gerenciando suas mutações aleatórias e as tentativas de defesa da humanidade. Apesar da simplicidade de seu visual, Plague Inc. possui um complexo simulador viral que é praticamente a versão em forma de jogo do filme Contagion.

Outros títulos que merecem destaque

Restringir uma lista de jogos do ano a apenas 10 títulos é cercear demais tudo o que mais de 300 dias permite-nos experimentar. Assim, para não deixar alguns outros excelentes títulos de lado, seguem alguns outros fantásticos jogos que apreciei ao longo de 2012:

Sword and Sorcery

1. Sword and Sorcery (iOS)

Uma ode aos clássicos jogos point'n'click embalada por uma aprazível trilha sonora.

2. Alan Wake's American Nightmare (XBLA)

Apesar de não ser tão sombrio quando a versão original, possui um ótimo gameplay, interessante trama e primorosa ambientação.

3. Wipeout 2048 (PS Vita)

Corridas de carros flutuantes futuristas sempre me agradaram, e Wipeout consegue sempre se superar dentro de sua franquia. Apesar da versão do PS Vita nada mais ser que uma versão portátil com algumas poucas novidades daquela lançada para PS3, o título em nada deve à sua versão pai e ainda tem a vantagem de poder ser jogado em qualquer lugar.

4. Trine 2 (PS3)

Trine 2 ampliou tudo aquilo que seu antecessor já tinha de interessante e se mostrou uma aventura cooperativa divertidíssima.

5. Sorcery (PS3)

Com uma realista implementação do PS Move (afinal, o controle é a varinha mágica), estupenda trilha sonora céltica e uma trama simples porém cativante, Sorcery fez com que eu me sentisse em minha sala um aprendiz de feiticeiro muito mais poderoso que qualquer bruxinho de histórias infanto-juvenis.

6. Halo 4 (Xbox 360)

Contando com um dos mais belos gráficos já vistos no Xbox 360, Halo 4 continua a saga de Master Chief trazendo tudo aquilo que a franquia tem de melhor: gameplay preciso, ambientação excepcional e uma ótima trilha sonora. Ponto também para a dublagem brasileira, que mesmo canastrona em boa parte do tempo mostra que o mercado internacional está cada vez mais preocupado em oferecer jogos localizados para nosso idioma.

Sound Shapes

7. Sound Shapes (PS Vita)

Apesar das vendas mornas, o PS Vita possui alguns títulos bastante originais e criativos. Sound Shapes mescla plataformas com música e nos diverte com sua beleza tanto sonora quanto visual.

8. Ghost Recon: Future Soldier (PS3)

Se houve um título nos últimos anos que fez com que eu me sentisse um soldado de verdade este foi Future Soldier. Apesar dos gadgets além do nosso tempo, a ótima IA somada ao realismo do gameplay tornam esta última encarnação da franquia Ghost Recon um excepcional jogo de ação.

9. Escape Plan (PS Vita)

Divertidíssimo e monocromático jogo de puzzles no qual todos os elementos do PS Vita devem ser utilizados para conduzir a dupla de personagens em sua fuga mirabolante.

10. Diablo III (PC)

Nunca foi tão divertido matar monstros, coletar espólios e gerenciar itens utilizando apenas (infinitos) cliques do botão esquerdo do mouse!

Ao Infinito e Além

Coleção de jogos

Se em 2010 o Brasil mostrava sinais do surgimento de um comércio interno de games forte e em 2011 as produtoras se voltaram para nosso país para aproveitar a expansão de nosso mercado frente às retrações no exterior, foi em 2012 que vimos uma maior consolidação de nosso querido mercado de jogos. Com preços cada vez mais competitivos, Steam em reais (com cotação justa!) e muitos lançamentos em Português (do Brasil), adquirir jogos originais em terras tupiniquins tornou-se uma realidade como nunca se esperava acontecer.

E, seja pela facilidade comercial ou pela ânsia de se apreciar os lançamentos mais aguardados, 2012 foi para mim um período de muitos jogos adquiridos e cada vez menos tempo para jogá-los. Assim, minha meta para 2013 é jogar o máximo possível de meu backlog e adquirir apenas títulos essenciais que eu realmente possa ter tempo para apreciar ainda em 2013. Embora eu não pretenda ser tão radical quanto passar 1 ano sem adquirir jogos, certamente minha coleção irá crescer em uma taxa menor este ano.

Comentários Ainda não foram postados comentários
Comentar
Campos marcados com * são obrigatórios. Seu e-mail não será exibido.
*
*
*
Captcha *
CATEGORIAS AO TOPO E ALÉM LUGARES PARA IR
Topo

“A única constante universal é a mudança.” - Siddhartha Gautama