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Crítica: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II

Em Análises | 12/08/2011 12:26 Harry Potter e Lord Voldemort

[Análise crítica publicada originalmente em 31/07/2011 no blog Cinesserie.]

Pensei em muitas formas de começar essa crítica, principalmente para ir preparando aos poucos o leitor para minha sincera visão sobre a saga Harry Potter e em especial sua última encarnação cinematográfica, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II. Porém, depois de considerar desde contextualizar a trama até ovacionar certos atores, resolvi por fim ir pelo caminho mais fácil: dizer sem delongas minha opinião. E, para terror dos fãs - e correndo o risco de ser considerado herege e acabar alvejado por varinhas mágicas -, tenho de dizer: o filme é ruim. E sua conclusão ainda pior.

Mas vamos com calma: não sou marinheiro de primeira viagem em Harry Potter e, apesar de não ter lido os livros (e talvez por isso perder um pouco da magia do que sua versão live action poderia ter sido), assisti a todos os filmes, sempre buscando entender e gostar da história, até porque considero o mote da trama muito bacana, principalmente por mexer com nosso imaginário infantil de ter poderes mágicos e ser alguém especial que possa salvar o mundo.

Harry Potter, um jovem excluído que vive com seus tios em Tatooine Little Whinging na Inglaterra, descobre ser um poderoso bruxo e parte para aperfeiçoar seus poderes na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde vive as mais loucas aventuras para salvar o mundo d'Aquele-Cujo-Nome-Não-Deve-Ser-Pronunciado, Lord Voldemort. E, evidentemente, como falamos de uma obra cujo público alvo é crianças e adolescentes, muitos dos quais cresceram acompanhando a história do garoto Potter, temos aí um final feliz, meloso e (infelizmente) indiretamente inspirado em novelas das 8 (ou das 11, como ouvi esses dias na emissora do plin-plin). Mas esse não é necessariamente o maior problema que vejo nos filmes.

Harry Potter

Talvez por minha visão infantil de que Harry Potter sempre devesse focar na magia, nos poderes e na pirotecnia de ser bruxo, sempre achei os filmes arrastados e repletos de cenas que poderiam muito bem ter sido descartadas na edição. Some-se a isso o fato de por vezes sentir a trama cheia de buracos que deveriam ser preenchidos com explicações (sintomas da condensação dos livros no suporte cinematográfico, imagino), a saga do bruxinho não me empolgou, apesar de eu esperar curiosamente o próximo filme, sempre crendo que as coisas poderiam melhorar.

Mesmo tendo em seu cast atores de calibre como Ralph Fiennes, Gary Oldman, Helena Bonham Carter e Alan Rickman, acredito que a direção heterogênea (4 diretores diferentes em 8 filmes) e a necessidade de atender às expectativas dos leitores de sua versão impressa tenham impedido os filmes de ir além do previsível mesmo para aqueles não leram as obras de J.K. Rowling. (Se bem que o filme que mais apreciei da saga, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, conseguiu subverter minhas expectativas, não sei se por astúcia do ótimo Alfonso Cuarón ou porque a história era boa mesmo.)

Ao final, após aplausos efusivos da platéia e minha cara de negação pela conclusão alegrinha demais, fiquei desejando ter comprado o ingresso para ver Capitão América.

Imagens: divulgação.

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