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Crítica: Transformers: O Lado Oculto da Lua

Em Análises | 11/07/2011 10:21 Transformers 3 - Optimus Prime

[Análise crítica publicada originalmente em 30/06/2011 no blog Cinesserie, aonde causou leve discórdia entre os usuários.]

Os filmes de Transformers nunca foram sinônimo de roteiros bem elaborados, atuações primorosas e tramas densas e reflexivas. Transformers é (e sempre deveria ser) sobre os robôs gigantes que se transformam em carros, aviões e o que quer que possam escanear. Porém, em Transformers: O Lado Oculto da Lua, tentaram criar uma história melhorzinha - e só conseguiram piorar o que já era bem conturbado.

Por mais que eu seja fã dos brinquedos, não consigo negar que os três filmes da série sejam problemáticos. Não em termos de efeitos especiais ou coreografia das cenas de ação, os quais são primorosos e melhoram a cada encarnação cinematográfica, mas na composição dos personagens humanos e nos conflitos que o roteiro tenta apresentar. E, nesse Transformers 3, tudo fica ainda mais exacerbado quanto eles tentam trazer mais densidade à trama que só precisava de lutas entre robôs e muitas transformações.

O maior problema do filme reside na sua própria apresentação: ao invés de focar primordialmente nos robôs transformadores, o filme insiste em (longamente) narrar as peripécias nada divertidas do dia-a-dia medíocre de Sam Witwicky e mostrar detalhes do corpo esbelto de sua nova namorada, interpretada pela insossa Rosie Huntington-Whiteley. Ver Sam choramingando que agora deseja salvar o mundo enquanto no último filme bradou aos quatro ventos que queria ser normal é de um tédio sem medida.

Transformers 3 - Cena

Na média, a diversão fica por conta dos estupendos efeitos especiais, maximizados por cenas em slow motion e pelos maiores detalhes das transformações (que agora parecem fazer mais sentido, não sendo apenas um monte de partes surgindo do nada em meio a um embaçante motion blur).

Transformers: O Lado Oculto da Lua é lento e tenta impor história aonde deveria ter ação. No geral, a trama é fraca, as piadas desnecessárias e as atuações duvidosas com uma duração longa demais.

Mas, seja o que for, os robôs continuam tão fantásticos quanto sempre foram - e, se você gosta deles tanto quanto eu, CORRA JÁ PARA O CINEMA MAIS PRÓXIMO DE SUA CASA (ou aguarde aquela reprise bacaninha na TV a cabo)!

Imagens: divulgação.

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