MTV Debate: videogames ainda são brinquedos de criança?
Em Eventos | 09/08/2010 09:30, atualizado em 13/08/2010 09:24
Os videogames são entidades tão alienantes emalvadas quanto muitos dizem?!
Dia 10/08 foi exibido o MTV Debate com o tema "Afinal, game não é mais brinquedo de criança?" e eu estive lá para defender nosso bom e velho e apaixonante mundo dos games contra qualquer crápula insensato que não consiga enxergar o quão maravilhoso e rico é esse universo - videogames não fazem as pessoas violentas, mas se alguém discordar disso a morte lhe espera.
(Brincadeirinha!)
Para complementar o debate, participe da discussão Seriam os videogames perda de tempo?, passeie pelo mural do programa e confira o press release do tema:
O video game pode ser tão viciante quanto a cocaína. Quem afirma é o terapeuta inglês Steve Pope em um artigo recente que tem causado polêmica. Para ele, assim como o narcótico, os jogos provocariam mudanças no comportamento, distúrbios mentais e físicos.
Outros estudos revelam que pela primeira vez os jovens americanos passam mais tempo na intenet atrás de games, do que ocupados com seus e-mails e que obesidade e depressão estariam associados a jogadores compulsivos.
A má reputação não atinge o mundo dos negócios e hoje a indústria de games já supera as indústrias de cinema e música em faturamento. O mercado deve movimentar 68 bilhões de dólares em 2012.
O MTV Debate, que vai ao ar na próxima terça-feira, dia 10/08 vai discutir: Afinal, game não é mais brinquedo de criança?
10/08, terça-feira, às 22h30 – ao vivo
Reprises: quarta-feira às 01h30 e quinta-feira às 14h
Participantes:
- André Martins (eu!) - arquiteto de software e desenvolvedor independente de jogos;
- Pablo Miyazawa - jornalista, atua na área de games;
- Renata Gomes - coordenadora da pós-graduação em roteiro do Centro Univ. Senac;
- Dora Sampaio Góes - psicóloga do Programa de Dependência da Internet do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo;
- Julianna Antunes - empresária, é contra videogames;
- Rudolfo Lago - editor executivo do site Congresso em Foco, seu filho chegou a passar mal após horas no videogame.
Postmortem
Participar de debates sobre games é sempre algo que rende longas e controversas discussões, ainda mais se forem envolvidos múltiplos estilos de jogos e plataformas. Dependendo dos participantes, os ânimos se exaltam e a discussão vai longe, cheia de divagação e argumentos por vezes redundantes e sem muito sentido. E embora o MTV Debate de 10/08/2010 não tenha envolvido fanáticos por consoles ou animosidade entre os debatedores, a turma do contra sustentou-se fortemente em apenas dois argumentos: vício e excesso em games. E a coisa não foi muito além disso.
Mesmo com esforços de minha parte e dos outros debatedores do lado esquerdo (à favor, claro!), não conseguimos avançar muito a discussão. O que foi uma pena, dado que a Renata e o Pablo tinham excelentes opiniões para expor, além de mim, claro. No caminho ao programa, tivemos altos papos sobre o mercado de games e possibilidades de assuntos. Entretanto, infelizmente, não saímos muito de uma rasa discussão envolvendo o estigma já tão batido de gamers antisociais obsessivos compulsivos.
Porém, mesmo com tanta discussão pouco embasada e voz mais ativa da bancada contrária, a participação do time à favor foi certeira e sempre muito bem colocada. O discurso final do Pablo, apesar de curto, sintetizou muito bem o que significa jogar para nós gamers.
E, de minha parte, defender os jogos na mesma banca que a Dra. Renata Games e o lendário jornalista de games Pablo Miyazawa não tem preço.
O que foi bacana
- O Lobão é pró-games!
- Ver as caras de revolta da Renata. Uma expressão para cada conjunto de argumentos mirabolantes - só faltou ela pular pra cima do grupo adversário!
- Ouvir os múrmurios de revolta da Renata. Se sua TV captou algum deles, pode ter certeza de que foram muito esclaredores.
- Conhecer pessoalmente o Pablo Miyazawa. O companheiro é muito gente boa!
- Meu exemplo da Síndrome do FPS - deve ter ficado hilário!
- Ver que mesmo o pessoal contra games aceita os jogos em outros contextos, como Serious Games e Advergames.
- Não basta para o Wii ser o console mais vendido: tem de ser também o mais falado.
- Ter um Personal Trainer para jogar Wii foi uma das pérolas do debate.
- Ouvir o Pablo quebrando o argumento do Personal Trainer do Wii com um exemplo de seu próprio sedentarismo ao jogar com o Kinect.
- É claro que eu posso treinar no Your Shape para correr numa maratona depois!
- Eu recebendo um SMS revoltado do amigo Sonysta Leandro Monge pela minha defesa do Kinect.
- Os acessos de sandice do Lobão - a naturalidade do exemplo da masturbação foi desconcertante!
O que não deu tão certo
- O tema debatido com certeza não foi "Afinal, game não é mais brinquedo de criança?".
- Faltou uma CPI no debate (o pessoal do contra apoiava os jogos de uma forma ou de outra!).
- Generalizar que todo gamer é antisocial e um viciado que só joga videogame é um argumento mais do que batido e ultrapassado: esse pessoal é minoria.
- Não ler o manual do console e dos jogos pode com certeza levar seu filho a ter convulsões, ainda mais se ele for propenso a isso.
- Não há desculpa para o não conhecimento Inglês: Google Tradutor!
- As melhores discussões ocorreram nos intervalos - e muitas delas não estão no vídeo com os melhores momentos...
- Tentar expandir a discussão para além de vícios e excessos em games não fez a coisa avançar: o pessoal da direita sempre voltava ao mesmo ponto.
- Queria ter falado mais (e com maior variedade). A Renata deveria ter falado mais. O Pablo ficou boa parte do tempo em um estado de paz transcendental.
- 1h de programa é POUCO. Muito pouco, eu diria. E debates sobre games sempre rendem longas discussões (bem que a MTV poderia fazer um programa só com discussões sobre games).
- O Lobão fala sempre um pouco além da conta.
Vídeos
Para quem não viu ou quiser rever o programa, seguem os vídeos de cada um dos blocos mais um especial com os melhores momentos das discussões do intervalo. Os vídeos também estão disponíveis no site do MTV Debate.
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 3
Bloco 4
Enquanto isso, no intervalo...
estarei assistindo e torcendo por sangue, opps huahuahua
mas vai sair faisca desse debate, mas que video game nao e coisa de criança isso nao é ha muitos anos ja
videm os jogos classicos
ResponderSenhor André!
Congratulações!
Não se se será possivel, mas tentarei assistir vosso ponto de vista sobre o assunto que tanto nos agrada!
Até!
ResponderShow de bola intentor!!!!!!!!!!!!!!!!!
vou ver se assisto na tv, senao assisto pelo youtube xD
ResponderPrimeiro, desejo muita boa sorte, estarei lá assistindo com certeza!!
Na minha opinião os jogos se diversificaram para todas as idades e gostos, os MMORPGs são exemplo disso: têm desde crianças até caras barbados jogando junto.
ResponderMuito bom, Intentor! Todo meu apoio! Depois publicaremos o vídeo e vou divulgar agora no Warpzona! Vou pedir pro pessoal do JoGa DF divulgar também!
ResponderQue coisa de criança o quêêêêê!! Boa sorte.... =*
Responder@jose pio: com certeza o debate será acirrado! Soube agora há pouco que um dos convidados da bancada "do contra" odeia videogames! Só não sei o porquê...
@Sasaki: se não der para ver ao-vivo terão 2 reprises mais a disponibilização do programa on-line no próprio site deles. De alguma forma você o verá!
@Leandro Bertanha: valeu pelo apoio, Mr. Gates!
@Lerrana: de fato: games não são mais brinquedos de criança, com certeza! O mercado e o público evoluíram: é algo para todas as idades!
@Ryunoken: obrigadão pelo apoio, Mr. Ryu! Warpzona como sempre mandando muito bem!
@Sahbrynna: obrigado, Sabrininha! E se videogames são coisas de criança... então pode crer que ainda temos muito o que crescer! :P
ResponderIsso ai André, estarei assistindo, esse debate... Sabendo que os gamers tem um ótimo representante, boa sorte...
ResponderValeu pela consideração, Mr. Benê! E pode ter certeza que estarei lá defendendo com unhas, dentes, palavras e joysticks o nosso tão querido divertimento!
ResponderParabens pelo excelente Debate. Cada um expor muito bem diversos pontos de vista e acho que a maior conclusão é que tudo em excesso e sem devido apoio familiar pode gerar problemas, qualquer que seja a atividade na sociedade.
Abraços!!!
ResponderOla Gates,
Parabéns pelo debate lah na MTV estamos orgulhoso.
Responder@Anderson Szalai: excelente conclusão, Mr. Anderson! É algo que eu também concordo plenamente! E vícios e excessos existirão em qualquer mídia; os videogames saem crucificados hoje por serem o entretenimento incompreensível do momento.
@Cleiton: opa! Obrigado! Uma pena ter faltado um contexto para comentar da FATEC!
ResponderEstava pensando sobre isso e concordo plenamente com o Anderson em resumo QUALQUER coisa em excesso não é bom, comer demais tem suas consequências, trabalhar demais, se exercitar demais, beber demais, então não há motivo para pânico, equilibrar é a palavra-chave independente de ser criança ou não. Destaque para o sr. Lobão que é muito sem-noção e igualmente engraçado.
ResponderCaríssimo e digníssimo Intentor! Infelizmente não pude assistir esse debate no dia, pois estava sem sinal em casa, mas assistirei a reprise ou então no Vocêtubo mesmo, pois este é um assunto de grande interesse e gostarei de saber o ponto de vista de cada um. Só espero ouvir argumentos sensatos da turminha do contra...
Responder@Sahbrynna: com certeza excessos são sempre negativos! E a discussão no programa teve muito a ver com isso, até porque vício = excesso. Uma pena! Eu esperava uma discussão mais diversificada... E o Lobão é muito doidão!
@Yano: podemos dizer que a "tiurminha" do contra abraçou um argumento e seguiu com ele até o fim... Sobre a reprise, assim que a MTV disponibilizar os vídeos vou colocá-los aqui.
ResponderParabéns André, por ir até a mídia e defender nosso espaço!
Por causa dos exagerados que acabamos sendo difamados. E se o Bobão não tivesse interrompido tanto, o debate teria sido melhor que o esperado.
ResponderObrigado, Juliana!
Mas o Lobão até fez umas colocações pertinentes, além de estar mais à favor dos games do que contra! =D
ResponderInfelizmente devido a problemas maiores, nao conseguir ver o programa... agora é esperar sair no youtube :(
ResponderNão temas, Mr. Pio! Assim que os vídeos forem disponibilizados linká-los-ei por aqui!
ResponderPara melhorar ainda mais a defesa dos Games não serem mais brinquedos de criança, segue o trecho do artigo "Advertainment e o Futuro da Propaganda" de Gabriel de Almeida, publicado no ano passado:
"A produtora de jogos Ubisoft contratou a atriz Kristen Bell para emprestar não apenas a voz, mas atuar no jogo \'Assassin´s Creed\', digitalizada milimetricamente. Tal preocupação com a qualidade técnica e artística dos games, aproximando-se do cinema, não só apenas vêm acelerando o crescimento desta indústria, mas também desmistificando a errônea idéia do videogame ser brincadeira de criança. Nieborg (2006) afirma que, até pela natureza dos gráficos nos jogos eletrônicos e pela complexidade e
sofisticação de muitos games, certamente as crianças não são o público alvo primário dos desenvolvedores de jogos."
Abraços André Intentor e que venham mais entrevistas e debates sobre games!!!
ResponderBacana o excerto, caro Robson! Com certeza contribui para mostrar que estudiosos também estão envolvidos no estudo de games - e que os jogos indubitavelmente não são brinquedos apenas de crianças.
ResponderO maior problema dos debatedores "contra" os games é simplesmente eles de fato não os conhecerem. Eles tem uma visão muito superficial do que é videogame. Pelo o que parece, todos eles tem uma visão que TODOS nós somos nerds sem vida social e excluidos da sociedade, encontrando o lugar só na internet e nas pessoas que compartilham nossos gostos por jogos e que não podemos encontrar companhia nos diversos grupos que existem, sejam músicos, esportistas ou qualquer tipo de outra coisa.
A maioria de nós (não vou dizer todos e generalizar, porque eu sei que não somos todos assim) tem uma vida saudável, namora, estuda, trabalha e pratica esportes. Curte a vida. Eu tenho namorada, tenho amigos de todos os tipos e sou um jogador. Qual o crime? Vivo uma vida normal e, muitas vezes, melhor do que muitas pessoas que não jogam e não tem aonde descarregar o estresse do dia a dia. Sim, descarregar o estresse. Os nossos "joguinhos de criança e que fazem mal" muitas vezes servem para relaxarmos depois de um dia cheio e encontrarmos um pouco de diversão num cotidiano pesado.
Além disso, não podemos deixar de contar o tanto de empregos que essa indústria gigantesca cria. Seja de desenvolvedores menos experientes ou os mais experientes, que buscam trocar de empresa. Sempre há vagas para pessoas talentosas e, as vezes, para as menos talentosas também (talvez até infelizmente, quando somos "premiados" por produtos de baixa qualidade).
No final, por nenhum deles conhecer a indústria, acaba achando que é algo ruim. Mas, no final, a indústria de jogos eletrônicos faz muito mais bem do que mal. Temos viciados? Temos exemplos citados por eles? Sim, mas novamente eu digo que a indústria faz muito mais bem do que mal.
Parabéns pela participação no programa, meu caro André.
Um grande abraço.
ResponderRenata Gomes diz: Até publicação acadêmica têm demais e tem umas que são chatas pra ca@#$%, já está em excesso"... HAha, adorei demais a dona Renata esbanjando paciência e COERÊNCIA, rs!! Revendo, rs.
Responder@Ricardo Augusto: foi direto ao ponto, caro Ricardo! Generalizar invariavelmente conduz à conclusões incorretas, ainda mais quando falamos sobre videogames. A verdade é que o povo viciado e eremita pertence a uma porcentagem ínfima dos jogadores. A maioria de nós gamers são pessoas sociáveis que vivem suas vidas como quaisquer outras - e são adultas, em sua maioria. Os jogadores de hoje são as crianças de ontem que brincavam com Ataris, Master Systems e Super Nintendos.
E valeu pelas congratulações! =D
@Sahbrynna: a Renata teve colocações perfeitas e certeiras, além de engraçadas!
Responder@Intentor: O problema é que o figura não se atenta a ler um manual, pois este está em inglês. Mas não deve ter lido o da tv, que já diz tudo em português. A pessoa não cuida do que o filho faz, não se atenta ao problema e quer culpar sempre o video-game.
Eu acabei de fazer minha proeficiência de Inglês na facul, e por uma questão não fui liberado de todo o conteúdo. Devo o que sei de inglês pelos velhos RPG\'s do SNes e a internet. Mas tenho certeza que tenho mais amigos reais que na net.
ResponderCom certeza os games nos ensinam mais Inglês que muitos cursos por aí, caro Leonardo! :-)
E o Rudolfo realmente focou demais na questão do "manual do game" e se esqueceu (e eu e os outros idem!) que os manuais das TVs trazem informações similares - e em Português do Brasil!
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